Quase 1 milhão de brasileiros que vivem fora do país estão aptos a votar nas eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918.876 eleitores estão registrados no exterior para o pleito deste ano.
O número representa pouco mais de 0,5% dos cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos em todo o Brasil. Fora do país, a votação é exclusiva para presidente e vice-presidente da República.
Eleitorado no exterior cresceu nos últimos anos
O número de eleitores brasileiros no exterior aumentou de forma significativa desde 2010. Naquele ano, cerca de 210 mil brasileiros estavam habilitados a votar fora do país.
Em 2014, eram pouco mais de 354 mil. O contingente chegou a aproximadamente 500 mil em 2018 e a 697.078 em 2022.
Em comparação com 2022, o crescimento até 2026 foi de 31,82%, segundo dados do TSE. Na comparação com 2010, o aumento chega a cerca de 337% quando calculado a partir dos números oficiais atualmente divulgados.
Votação ocorrerá em 186 cidades
Nas eleições deste ano, serão instaladas seções eleitorais em 186 cidades no exterior. A organização ocorre principalmente em embaixadas, repartições consulares e outros locais autorizados pela Justiça Eleitoral.
A legislação eleitoral estabelece que brasileiros residentes no exterior votam nas eleições para presidente e vice-presidente. Para isso, é necessário estar inscrito na Zona Eleitoral do Exterior.
O TSE informa que a preparação e o envio das urnas para o exterior são realizados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, responsável pela organização operacional da votação fora do país.
Estados Unidos concentram maior eleitorado
Os Estados Unidos concentram a maior quantidade de eleitores brasileiros residentes no exterior, seguidos por Portugal, Japão, Canadá e Alemanha.
De acordo com os dados apresentados pelo TSE, 265,4 mil eleitores estão registrados nos Estados Unidos. Portugal aparece na sequência, com 134,7 mil, seguido pelo Japão, com 88,3 mil.
Canadá e Alemanha completam os cinco países com maior número de eleitores brasileiros no exterior, com 46,4 mil e 41,5 mil, respectivamente.
Mulheres são maioria entre eleitores
As mulheres representam 57% do eleitorado brasileiro registrado no exterior, enquanto os homens correspondem a 43%.
Em relação ao estado civil, os solteiros são maioria, com 52% dos registros. Os casados representam 42%, os divorciados, 6%, e os viúvos, 1%.
O cadastro eleitoral também registra 6.614 pessoas com deficiência, o equivalente a 0,72% do eleitorado residente fora do Brasil.
Escolaridade
O ensino superior completo é o nível de escolaridade mais frequente entre os eleitores brasileiros no exterior. O grupo representa 38% do total.
Na sequência aparecem os eleitores com ensino médio completo, com 29%, e aqueles com ensino superior incompleto, com 13%.
O TSE também registra eleitores com ensino médio incompleto, ensino fundamental completo e incompleto e pessoas que sabem ler e escrever.
Faixa etária
Entre as faixas etárias, o maior grupo é formado por eleitores de 40 a 44 anos.
Na sequência aparecem as pessoas entre 45 e 49 anos e o grupo de 35 a 39 anos, segundo os dados do TSE.
O perfil mostra a composição do eleitorado que poderá participar da eleição presidencial diretamente a partir dos países onde reside.
Como funciona a votação no exterior
O eleitor brasileiro com domicílio eleitoral no exterior vota apenas para presidente e vice-presidente da República.
A Justiça Eleitoral mantém informações sobre locais de votação e dados do eleitorado no exterior em seus canais oficiais. O TSE também disponibiliza um painel específico para consultar informações por continente, país e cidade.
Eleitores que estiverem no exterior e não comparecerem às urnas podem justificar a ausência. A justificativa pode ser feita pelo e-Título ou pelo serviço disponibilizado pela Justiça Eleitoral.
De acordo com as regras do TSE, também é possível justificar a ausência diretamente ao cartório eleitoral de inscrição após o retorno ao Brasil, dentro do prazo previsto.

